Deixar minha filha namorar ou não?

O sonho de todo pai é que a filha comece a namorar apenas na faculdade. O cenário ideal é esse, mas a realidade é outra. Hormônios a flor da pele e atração pelo sexo oposto na escola, desce cada vez mais a idade de início dos relacionamentos entre os adolescentes. Já há meninas com 11 anos apresentando aos pais os namorados! O que fazer? Permitir ou não?

O melhor a fazer é orientar – alguns pais se sentem na obrigação de proibir o relacionamento dos filhos porque não acreditam que eles estão são novos demais para entender a complexidade de um relacionamento. Alguns negam, mas sabemos o quanto os adolescentes julgam e vão fazer assim mesmo. O melhor é focar na orientação.

Os adolescentes não entendem muito bem o que quer dizer namoro, amizade, paquera e o que significa compromisso de namoro. Oriente sobre como seria um namoro adequados, os limites de uma relação saudável e até quanto ela pode atrapalhar seu futuro em estudos, foco nas atividades como dançar. Caso sua filha dance, por exemplo, e o namoro atrapalhe os ensaios, não está sendo proveitoso para ela. Com exemplos mais práticos a menina pode avaliar melhor se é mesmo vantagem namorar para ela.

Quanto mais cedo a conversa sobre sexo vier, melhor – infelizmente os jovens aprendem rápido e a gama de informações sobre o tema torna a conversa dos pais até mesmo desnecessária quando se trata de informações físicas do sexo. Contudo, ela ainda é crucial pelos valores morais e consequências.

Uma conversa mais prática e menos constrangedora seria o ideal para uma orientação paterna. Muitos jovens sabem sobre o risco da gravidez, mas não como sua vida vai mudar caso tenham filhos aos 13 anos. Que vão largas a escola, comentários, o que as doenças sexualmente transmissíveis fazem com o corpo, dentre outras informações. Uma conversa mais moral e menos sexual deve ajudar bem mais na decisão do namoro partir para o sexo ou não.

Deixe um comentário